quinta-feira, 21 de maio de 2009

Infância Negra

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Infância Negra

A minha pele negra é um caos.
Todos criticam
Todos me oprimem
Todos me tratam com indiferença ..
Porque isso ?
Só porque eu tenho uma pele mais escura,
tenho que ser excluído da sociedade ?
As crianças lá da escola não gostam de brincar comigo,
os seus pais também não gostam que eles fiquem perto de mim!
Sou tão feio assim ?
Porque ninguém quer dá emprego para os meus pais ?
Só porque eles também tem a pele escura ?
Eu só quero resposta de vocês que se dizer ser brancos !
Eu so quero ser considero um cidadão como vocês.
Depois reclamam que nos tentamos ficar parecidos com vocês
Se não ficarmos somos ridicularizados.
Só queria ter paz eu poder crescer como uma criança normal.
Só ter amigos!
Só queria ver nos rostos dos meus pais um sorriso!
E a culpa é toda sua! Que não faz nada por isso.
Emilly Souza Almeida

ENCONTREI MINHAS ORIGENS

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ENCONTREI MINHAS ORIGENS

Encontrei minhas origens
Em velhos arquivosLivros
Encontrei
Em malditos objetos
Troncos e grilhetas
Encontrei minhas origens
No lesteNo mar em imundos tumbeiros
EncontreiEm doces palavrasCantos
Em furiosos tambores
RitosEncontrei minhas origens
Na cor de minha peleNos lanhos de minha alma
Em mim
Em minha gente escura
Em meus heróis altivos
EncontreiEncontrei-as enfim
Me encontrei.
Oliveira Silveira

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ponto Histórico

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RECITAL .

Ponto Histórico

Não é que eu
Seja racista...
Mas existem certas coisas
Que só os Negros entendem.
Existe um tipo de amor
Que só os Negros possuem,
Existe uma marca no peito que
Só no Negros se vê,
Existe um sol
Cansativo
Que só os Negros resistem
Não é que eu seja racista
Mas existe uma historia
Que só os Negros
Sabem contar
... que poucos podem entender.
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Analise do texto Dias de Sombra dias de Luz:


Ao começar o texto podemos ver que ele destaca logo a parte sombria ou seja a partes ruins , indagando esse conjunto que formam a nação.A primeira pergunta me faz pensar o seguinte; A nossa vida é resumida em querer que todas essas partes “ sombrias” se acabem, sem este sonho viver não iria ter sentido, pois queremos tanto que todas essas violências ocorridas ate hoje se acabe que não paramos pra pensar que se pararmos de sonhar que isso um dia ter um fim nunca ira acabar !
O que me mais me chamou atenção nesse texto foi a repudiação do autor sobre o caso do menino João Helio, e a revolta causada por pessoas comovidas pelo acontecido. Pra que viver sem sonhar com extinção desses absurdos ocorridos ? essa pergunta que parece ser simples se prestarmos a bem atenção e vê essa pergunta com outros olhos podemos vê a tal importância que a pergunta nos mostra. Quando no texto diz assim :
“...Nós, não! Nós somos embaixadores do Iluminismo, do Humanismo ou de qualquer outro “ismo”... essa parte do texto me mostra o sacarmos da parte do autor, colocando pouco de “ humor” no que ele estava dizendo.

O gigolô das palavras

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O gigolô das palavras

Luís Fernando Veríssimo

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa ! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
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Analise do Gigolo das Palavras



Podemos analisar que o gigolo das palavras nos transmite a importância da gramática, e como ele desfruta da gramática sem mesmo saber todas as suas regras, quando se tem uma base dela podemos descobrir novos conceitos.
Que podemos praticar a gramática sem nem mesmo termos uma certa intimidade com ela ou seja sem mesmo não conhecer-mos a sua origem, de seus fundamentos de onde veio. Quando ele diz assim :
“...Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?...”
Podemos ver que escrevendo uma tal frase que seja pudesse está gramaticalmente errada mais no entanto o entendimento foi claro, e vemos que ele pega de todos os jeitos a gramática e coloca ela a seu favor.
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Arte Barroca :


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Arte Barroca :


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Arte Barroca



Carta de Repudio

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Carta de Repudio:


Programas de televisão – Superpop


No nosso Brasil capitalista a televisão estar envolvida em um todo Uma vez com um aparelho chamado TELEVISÃO, os canais foram estipulados horários para determinados públicos, no entanto existem canais de televisão que são
Absurdamente ridículos,como cenas eróticas e falas com duplo sentido, assuntos passados e a permanência de tal assunto por vários dias no ar , assim faz o programa
De televisão SUPERPOP, tal programa leva ao seu publico fofocas velhas e causam
polemicas para ganhar audiências, pena maior é que existem ainda pessoas que lhes dão a liberdade a esse tipo de programa em se presta ao papel de sentar-se na frente da TEVE para se focalizar em fofocas velhas e polemicas constrangidas pelo mesmo.
Esta carta está repudiando a falta de inteligência dos produtores deste programa em colocar tais besteiras no ar. Pessoas que poderiam estar fazendo programas educativos para serem mais valorizados! Mas não,insistem em ganhar prestígios com matérias que não tem sentido algum,enquanto isso, programa que mostram e ensinam a educação e trazem informações serias e verdadeiras não são valorizadas como deveriam.
A apresentadora LUCIANA GIMENES, uma linda mulher se presta a uma papel extremamente ridículo, se para ela é uma prazer ENORME estar em tal programa, para mim é uma total perca de tempo para tal modelo.
Quero mostrar aqui nesta carta que será enviada para a REDETV com destino ao programa SUPERPOP que não tenho medo dessa sociedade hipocrita que minha paz é sem medo e tem voz! Essas são as minhas palavras contra esses fúteis programas que só abrangem cada dia mais. Lamento se sendo a mensageira de tais noticia, mas não posso ter outra atitude deferente desta, inclusive, só estou sendo justa com todos julgamentos que já fiz até hoje.
Emilly Souza Almeida
 

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